Visão cristã
   Mudança

Caro Internauta, por uns dias o blog ficará sem novos textos. Hoje deixarei minha Maceió. Às 19:30h serei apresentado oficialmente à Igreja de Aracaju e iniciarei meu ministério pastoral entre os sergipanos.

 

Espero até a metade da semana poder postar novas mensagens!

 

Aos amigos e irmãos em Cristo alagoanos, meu muito obrigado, minha saudade e minha bênção no Senhor!

 

Aos 75 anos de idade, se Deus mo permitir, estarei de volta, residindo outra vez na querida Maceió! Até lá, com a graça de Deus!

 

Peço que rezem por meu ministério!

 

 

  



Escrito por Dom Henrique às 00h54
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   O sacerdote

Caro Internauta, para você esta estupenda catequese do Santo Padre. Numa época em que se tende a reduzir o sacerdote a um fazedor de pastoral ou a um agente de transformação social, Bento XVI recorda a consciência da Igreja sobre o sacerdócio cristão. É um texto para fazer pensar!

 

 

 

Queridos irmãos e irmãs:

 

Com a celebração das Primeiras Vésperas da solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, encerrou-se, como sabeis, no dia 28 de junho, o Ano Paulino, em recordação dos segundo milênio do nascimento do Apóstolo dos Gentios. Damos graças ao Senhor pelos frutos espirituais que esta importante iniciativa ofereceu a tantas comunidades cristãs. Como preciosa herança do Ano Paulino, podemos recolher o convite do Apóstolo a aprofundar no conhecimento do mistério de Cristo, para que Ele seja o coração e o centro da nossa existência pessoal e comunitária. Esta é, de fato, a condição indispensável para uma verdadeira renovação espiritual e eclesial.

 

Como sublinhei durante a primeira Celebração Eucarística na Capela Sistina, após minha eleição como sucessor do apóstolo Pedro, é precisamente da plena comunhão com Cristo que “brotam todos os demais elementos da vida da Igreja, em primeiro lugar a comunhão entre todos os fiéis, o empenho de anunciar e dar testemunho do Evangelho, o ardor da caridade com todos, especialmente com os mais pobres e os pequenos”. Isso vale primeiramente para os sacerdotes. Por isso, agradeço a Providência por nos oferecer agora a possibilidade de celebrar o Ano Sacerdotal. Desejo de coração que este constitua para cada sacerdote uma oportunidade de renovação interior e, em consequência, de firme revigoramento no compromisso dentro da própria missão.

 

Como durante o Ano Paulino nossa referência constante foi Paulo, assim, nos próximos meses, veremos em primeiro lugar São João Maria Vianney, o Santo Cura de Ars, recordando o 150º aniversário de sua morte. Na carta que escrevi para esta ocasião aos sacerdotes, quis sublinhar o que resplandece sobretudo na existência deste humilde ministro do altar: “sua total identificação com o próprio ministério”. Ele costumava dizer que “um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina”. E quase sem poder conceber a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma pobre criatura humana, suspirava: “Oh! Que grande é o sacerdote!... Se ele compreendesse a si mesmo, morreria... Deus lhe obedece: ele pronuncia duas palavras e Nosso Senhor desce do céu à sua voz e se introduz em uma pequena hóstia”.



 

Na verdade, precisamente considerando o binômio “identidade-missão”, cada sacerdote pode advertir melhor a necessidade dessa progressiva identificação com Cristo que lhe garante a fidelidade e a fecundidade do testemunho evangélico. O próprio título do Ano Sacerdotal – Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote – evidencia que o dom da graça divina precede toda possível resposta humana e realização pastoral, e assim, na vida do sacerdote, anúncio missionário e culto não são separáveis nunca, como tampouco se separam a identidade ontológico-sacramental e a missão evangelizadora. O fim da missão de todo presbítero, poderíamos dizer, é “cultual”: para que todos os homens possam oferecer-se a Deus como hóstia viva, santa, agradável a Ele (cf. Rm 12,1), que na própria criação, nos homens, converte-se em culto, louvor do Criador, recebendo aquela caridade que estão chamados a oferecer abundantemente uns a outros. Advertimos isso claramente nos inícios do cristianismo. São João Crisóstomo dizia, por exemplo, que o sacramento do altar e o “sacramento do irmão” ou, como diz, o “sacramento do pobre”, constituem dois aspectos do mesmo mistério.

 

O amor ao próximo, a atenção à justiça e aos pobres não são somente temas de uma moral social, e sim expressão de uma concepção sacramental da moralidade cristã, porque, através do ministério dos presbíteros, realiza-se o sacrifício espiritual de todos os fiéis, em união com o de Cristo, único Mediador: sacrifício que os presbíteros oferecem de forma incruenta e sacramental em espera da nova vinda do Senhor. Esta é a principal dimensão, essencialmente missionária e dinâmica, da identidade e do ministério sacerdotal: através do anúncio do Evangelho, geram na fé aqueles que ainda não creem, para que possam unir o sacrifício de Cristo ao seu sacrifício, que se traduz em amor a Deus e ao próximo.

 

Queridos irmãos e irmãs, frente a tantas incertezas e cansaços, também no exercício do ministério sacerdotal é urgente recuperar um juízo claro e inequívoco sobre a primazia absoluta da graça divina, recordando o que São Tomás de Aquino escreve: “O menor dom da graça supera o bem natural de todo o universo”. A missão de cada presbítero dependerá, portanto, também e sobretudo da consciência da realidade sacramental do seu “novo ser”. Da certeza de sua própria identidade, não construída artificialmente, mas dada e acolhida gratuita e divinamente, depende sempre o renovado entusiasmo do sacerdote por sua missão. Também para os presbíteros vale o que escrevi na encíclica Deus caritas est: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” . Tendo recebido um tão extraordinário dom da graça com sua “consagração”, os presbíteros se convertem em testemunhas permanentes do seu encontro com Cristo. Partindo precisamente desta consciência interior, estes podem levar a cabo plenamente sua “missão”, mediante o anúncio da Palavra e a administração dos sacramentos.

 

Após o Concílio Vaticano II, produziu-se aqui a impressão de que na missão dos sacerdotes, nesta nossa época, há algo mais urgente: alguns achavam que se deveria construir em primeiro lugar uma sociedade diferente. A página evangélica que escutamos no começo chama a atenção, no entanto, sobre os dois elementos essenciais do ministro sacerdotal. Jesus envia os apóstolos, naquele tempo e agora, a anunciar o Evangelho e lhes dá o poder de expulsar os espíritos malignos. “Anúncio” e “poder”, isto é, “palavra” e “sacramento”, são, portanto, as duas colunas fundamentais do serviço sacerdotal, muito além de suas possíveis múltiplas configurações.

 

Quando não se leva em consideração o binômio consagração-missão, torna-se verdadeiramente difícil compreender a identidade do presbítero e do seu ministério na Igreja. Quem é, de fato, o presbítero, senão um homem convertido e renovado pelo Espírito, que vive da relação pessoal com Cristo, fazendo constantemente próprios os critérios evangélicos? Quem é o presbítero, senão um homem de unidade e de verdade, consciente dos seus próprios limites e, ao mesmo tempo, da extraordinária grandeza da vocação recebida, a de ajudar a estender o Reino de Deus até os extremos confins da terra? Sim! O sacerdote é um homem inteiro do Senhor, porque é o próprio Deus quem o chama e o constitui em seu serviço apostólico. E precisamente sendo inteiro do Senhor, é inteiro dos homens, para os homens.

 

Durante este Ano Sacerdotal, que se estenderá até a próxima solenidade do Sagrado Coração de Jesus, oremos por todos os sacerdotes. Que se multipliquem nas dioceses, nas paróquias, nas comunidades religiosas (especialmente nas monásticas), nas associações e nos movimentos, nas diversas agregações pastorais presentes no mundo inteiro, as iniciativas de oração, em particular de adoração eucarística, pela santificação do clero e pelas vocações sacerdotais, respondendo ao convite de Jesus a pedir “ao dono da messe que envie operários à sua messe” (Mt 9, 38).

 

A oração é a primeira tarefa, o verdadeiro caminho de santificação dos sacerdotes e a alma da autêntica “pastoral vocacional”. A escassez numérica de ordenações sacerdotais em alguns países não somente não deve desanimar, mas deve levar a multiplicar os espaços de silêncio e de escuta da Palavra, a cuidar melhor da direção espiritual e do sacramento da Confissão, para que a voz de Deus, que sempre continua chamando e confirmando, possa ser escutada e prontamente seguida por muitos jovens. Quem reza não tem medo; quem reza nunca está sozinho; quem reza se salva! Modelo de uma existência transformada em oração é sem dúvida São João Maria Vianney. Que Maria, Mãe da Igreja, ajude todos os sacerdotes a seguirem seu exemplo, para ser, como ele, testemunhas de Cristo e apóstolos do Evangelho.

 

 



Escrito por Dom Henrique às 00h19
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   Humano demais...

Perguntaram-me sobre a entrevista do Pe. Fábio de Melo. Na minha opinião, ela foi o que o Padre é: inteligente, bem articulada, por um lado; por outro, ambígua em algumas coisas e omissa em outras...

 

O Pe. Fábio de Melo não disse heresia alguma. Foi preciso quando falou de teologia (apesar da linguagem hermética, que não permitiu que se compreendesse o que ele queria dizer... Falar em “adâmico” e “crístico” num programa de televisão é falar bonito e não dizer muita coisa...). Infelizmente não respondeu a questões sérias e bem práticas, sendo omisso em questões de grande importância: não deixou claro que a Igreja ensina que o matrimônio não é somente para a procriação, mas é, antes de tudo, caminho para a vivência do amor entre os cônjuges. Calar isso foi uma omissão muito grande! Ficou calado, concordou com a visão torta do Jô Soares...

 

Não se nota no Padre Fábio aquele amor à Igreja, aquele espírito sacerdotal que é de se esperar num ministro de Cristo. A coisa parece mais ficar nos conceitos, nas ideias, que numa experiência radicada na fé da Igreja, na sua liturgia e na sua mística...

 

Para mim, o Pe. Fábio é ainda uma incógnita... Prefiro acompanhar mais. Há aspectos positivos e outros muito ambíguos... Não estou muito convencido da profundidade teológica e do acerto do conceito de “beleza” tal como o Padre o compreende. Também o conceito de “humano” não está bastante claro... Tudo isso pode estar em plena conformidade com a melhor doutrina católica, mas nos textos do Padre Fábio tem muito de ambíguo... (Se a beleza é parecer bonitinho e charmoso e o humano é concessão ao pecado, então temos aqui um problema sério, já aparecido em várias doutrinas heréticas do passado). Vamos ver... Por enquanto, prefiro acompanhar e observar, sem crítica cerrada e sem entusiasmo em demasia...

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 22h19
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   Os restos do Apóstolo

O papa Bento XVI encerrou neste domingo o Ano Paulino e revelou que restos que estão na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, pertencem ao Apóstolo dos Gentios. 

 

 

 


Antiga inscrição cristã em honra dos santos Apóstolos

 

 

Diante de milhares de fiéis e representantes do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, reunidos na basílica dedicada ao apóstolo Paulo, o papa informou que recentemente uma sonda foi inserida no sarcófago que se conserva sob o altar maior local.

 

A sonda revelou a existência, no interior do sarcófago, de um precioso tecido de linho de cor púrpura laminado em ouro puro e outro de cor azul com fios de linho, assim como de grãos de incenso vermelho e substâncias protéicas e calcárias.

 

Também foram encontrados pequenos fragmentos ósseos, que foram submetidos a exames por "especialistas que desconheciam de onde provinham, e que deram como resultado pertencer a uma pessoa que viveu entre o primeiro e o segundo século", acrescentou o papa.

 

"Tudo parece confirmar a unânime e incontrastável tradição de que se tratam dos restos mortais do apóstolo Paulo, o que nos enche de profunda emoção", afirmou o pontífice.

 

 


O sarcófago do Apóstolo, descoberto há pouco... 



Escrito por Dom Henrique às 01h02
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   Digno de sincera pena...

O servidor do Blog estava com problemas e, por isso, não pude escrever nada sobre a morte de Michael Jackson. O que escreverei fará alguns de meus leitores ter raiva de mim. Não há problema. Basta que reflitam, com raiva ou não...

 

 

 

 

A história do Cantor americano – um gênio da música, sem dúvida – é a imagem triste de um mundo superficial e carente de valores. Tirando o talento de Michael, sua vida pessoal é um desastre e um péssimo exemplo, que nunca deveria ser seguido ou apresentado como ideal. Na verdade, Michael Jackson foi um pobre homem, digno de pena... Aqui não vai nenhum julgamento da consciência desse moço (somente a Deus cabe jugá-lo noseu íntimo). No entanto seus atos e seu modo de vida não são dignos de louvor por um cristão e mesmo por uma pessoa de bom senso... É preciso afirmar isto, sobretudo porque ele é "ídolo" de tantos jovens e de tantas pessoas mundo a fora...

 

Suas esquisitices e o modo como gerou os seus filhos são um acinte à moral e ao bom senso. Basta, como exemplo, a notícia surgida agora na internet: “Pelo jeito, Michael Jackson não vai ter paz nem depois de morto. Debbie Rowe, mãe de dois dos três filhos do cantor, disse em entrevista ao tablóide inglês News of the World que o artista não é o pai biológico de Prince, 12 anos, e Paris, 11. Ela disse ter sido inseminada artificialmente por doador anônimo.

 

Ela também afirmou não ter interesse em ficar com a guarda dos filhos. Na época, Debbie teria recebido cerca de 13 milhões de reais, além de uma casa em Beverly Hills, para desistir da custódia das crianças.  

 

A enfermeira trabalhava em uma clínica dermatológica da qual Michael era cliente. Ela se casou com o astro em 1996, divorciando-se três anos depois. Segundo contou ao tablóide, o casamento foi apenas uma fachada para sua barriga de aluguel.”  Portanto, uma brincadeira com a vida humana por parte de um imaturo megalomaníaco e egocêntrico e de uma ciência maldita, a serviço das excentricidades de quem pode pagar!

 

Triste também essa comoção mundial...

 

Sinceramente, não consigo entender tanto clamor em torno de um personagem que pouco pensou para além de si mesmo e de seu próprio mundo de fantasias... Mas, por outro lado, compreendo bem o vazio de valores de nossa cultura e a miopia que faz a humanidade já não perceber o que é mais ou menos precioso, de maior ou menor importância...

 

Que Deus tenha misericórdia desse homem confuso. Ultimamente tinha abraçado o islamismo – outra excentricidade. O Senhor perdoe seus pecados – e também os nossos – e conceda a Michael Jackson a vida eterna pelos méritos infinitos do Cristo Jesus, que veio para os doentes e pecadores...

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 00h11
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   Oremus pro Papa nostro Benedicto!

Com as palavras da Ladainha de Todos os Santos, rezemos pelo nosso Papa Bento!

 



Escrito por Dom Henrique às 23h17
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   Roma de Pedro e de Paulo

Roma feliz, tornada cor de púrpura,

destes heróis no sangue tão fecundo,

não por teus méritos, mas por estes santos,

que golpeaste com a cruz e a espada,

em formosura excedes todo o mundo.

 

E vós agora, gloriosos mártires,

heróis invictos da mansão de Deus,

Pedro feliz, e Paulo flor do mundo,

do mal livrai-nos pela vossa prece

e conduzi-nos para os altos céus.

 

Glória a Deus Pai nos infinitos séculos,

honra e império, ó Filho, a vós também,

poder, beleza ao vosso Santo Espírito,

laço de amor unindo o Pai e o Filho.

Glória à Trindade para sempre. Amém.

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 17h29
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   Salve, Santo Padre: vivas tanto, mais que Pedro!

Neste Dia do Papa, o Hino Pontifício. Este dia nos dá orgulho de nossa fé católica! 

 



Escrito por Dom Henrique às 23h32
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   Viva o Papa!

Ao Santo Padre Bento XVI,

 

Sucessor de Pedro Apóstolo,

 

Servo dos Servos de Deus,

 

a nossa homenagem filial,

 

a nossa fervorosa oração,

 

a nossa fiel adesão

 

e a nossa efetiva e sincera obediência!

 

 

 

 

Tu és Pedro!

 

Sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja!

 

As portas do Inferno

 

Não prevalecerão!



Escrito por Dom Henrique às 23h25
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   Tu és Pedro!

"Tu és Pedro

e sobre esta Pedra

edificarei a minha Igreja!"

 

 



Escrito por Dom Henrique às 23h10
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